quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prefeitura inaugura ciclovia no Parque Novo Mundo, zona Norte de SP



 



A Prefeitura anunciou que na terça, 23/11, entregou mais dois trechos de ciclovia na cidade, desta vez na Zona Norte, no Parque Novo Mundo. São os trechos desenhados nos mapas acima.

Veja a íntegra do comunicado:

"A partir da ativação de dois novos trechos de ciclovia, nesta terça-feira (23), a cidade passa a contar com 482,8 km de vias destinadas aos ciclistas. As ciclovias estão localizadas na Rua Koshun Takara e Alameda Segundo-Sargento Ananias Holanda de Oliveira, na Zona Norte.
Do total da infraestrutura cicloviária existente na cidade, a atual gestão inaugurou 384,5 km desde junho de 2014. Antes, São Paulo possuía 68 km de ciclovias e 30,3 km de ciclorrotas.
Novos trajetos
·         Ciclovia da Rua Koshun Takara, com 900 metros de extensão, entre as Avenidas Afonso Lopes Vieira e Maria Antonia Martins. O percurso é unidirecional, à esquerda do leito viário, possibilitando a conexão com a ciclovia da Avenida Afonso Lopes Vieira.
·       Ciclovia da Alameda Segundo-Sargento Ananias Holanda de Oliveira, com 300 metros de extensão, entre a Praça Novo Mundo e Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira. O percurso é bidirecional, ao lado da calçada, possibilitando a extensão da ciclovia Parque Novo Mundo I."

O telefone da CET é 1188.







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Congelar a tarifa de ônibus é o melhor benefício social que um governo pode oferecer




Linha de ônibus entre Parque D.Pedro e Cidade Tiradentes, tema de reportagem da Folha no domingo


Reduzir ou pelo menos congelar a tarifa dos transportes públicos é a medida de maior impacto social que um governo pode tomar, a de maior alcance e de impacto mais rápido. É o que explica o artigo "Congela o ônibus, Doria!", publicado na coluna de ontem na Folha.

O texto comenta a promessa do prefeito eleito Dória de manter o ônibus congelado no ano que vem, que provocou reação negativa ao menos na imprensa.



domingo, 20 de novembro de 2016

O carro autônomo é como um dinossauro elétrico: tem todos os defeitos do bicho extinto mas pinta de modernoso


Carros elétricos testados em Curitiba. Foto: www.fotospublicas.com.br

LEÃO SERVA

O Salão do Automóvel, em São Paulo, apresenta vários carros elétricos ou híbridos. Há também os que estão preparados para serem dirigidos por controle remoto ou por computação, carros autônomos. É uma tentativa da indústria automobilística sobreviver à decadência do automóvel como solução de mobilidade. Jogando na confusão entre os problemas provocados pelo carro (como se a poluição fosse o único ou preponderante), as fábricas de carros tentam convencer o mundo de que se os motores forem elétricos "tudo bem".

Não é tudo bem. O automóvel guiado por controle remoto busca renovar a imagem do produto dominante da economia do século 20 que vive acelerada decadência no século 21. Em todo o planeta, a imagem dos autos passou a ser associada a poluição, tortura, estresse, congestionamento e lentidão. O carro é o cigarro do século 21, como diz o urbanista brasileiro Jaime Lerner, mesmo quando não polui.

Não é para menos, todas as grandes metrópoles têm mais carros registrados do que cabe em suas ruas. São Paulo é um exemplo perfeito: com mais de sete milhões de carros emplacados mas só cerca de três milhões circulando diariamente, quando um percentual maior de gente tira seu veículo particular da garagem, a cidade para. Por isso, a velocidade do deslocamento no trânsito das grandes cidades é pouco maior que o do pedestre, semelhante ao da charrete e menor do que o de bicicleta, todas tecnologias antigas.

E aí reside a mentira de quem tenta vender como solução a nova geração de carros que vem por aí: mesmo que todos os atuais fossem trocados por automóveis elétricos e autônomos, o congestionamento seguiria igual. Simplesmente não há espaço para eles.

O carro é como o dinossauro: precisa ser extinto para dar lugar à dominação de uma nova espécie. Mesmo que o filme "Parque dos Dinossauros" se tornasse realidade, os brontossauros não sobreviveriam no mundo de hoje. Nem se daria bem um Tiranossauro Elétrico. O destino do carro como o dos sauros é a extinção.





sábado, 19 de novembro de 2016

Comprar um carro é o pior investimento do mundo! Veja por que



"O uso do automóvel para deslocamentos nas grandes cidades é uma burrada imune aos alertas, como o cigarro, que resistiu até o fim do século 20 às evidências de que causa câncer. A propaganda de carros continua oferecendo virilidade e glamour, enquanto entrega congestionamento, estresse, doenças e aquecimento global.

"É por isso mesmo surpreendente ver que segue constante o percentual das pessoas que dizem reduzir de alguma forma o uso do carro. Desde a pioneira pesquisa feita pelo sociólogo Antônio Lavareda para o guia “Como Viver em São Paulo Sem Carro” (2012) até o levantamento divulgado pelo Ibope na semana passada, os números estão constantes em torno de 50%. Ou seja: metade dos moradores da maior cidade do Brasil buscam jeitos de usar menos o automóvel.

"Há muitas razões para isso. Se uma pessoa pensar direito não usará carro próprio para se locomover. Em primeiro lugar, tem a irracionalidade do próprio hardware: ele gasta cerca de 95% do combustível para levar a si mesmo. Faça a conta: um veículo médio pesa cerca de 1,5 mil quilos. E o motorista, 75kg (5%). E os carros levam geralmente só uma pessoa. Quer coisa mais irracional?


"A loucura é ainda maior se pensarmos no uso que fazemos do automóvel. Os usuários em São Paulo andam em média 20km por dia, em viagens de duas horas (os números não são muito diferentes em outras grandes cidades). As demais 22 horas do dia, o carro dorme (92% do tempo). Calcule se o preço de compra fosse investido: você admitiria que seu banco pagasse juros apenas por duas horas do dia? É por isso que uma empresa financeira norte-americana, Morgan Stanley, chamou o carro de “o ativo mais mal utilizado do planeta”.

Leia a íntegra deste texto no artigo Carro, o pior investimento do mundo publicado na coluna de Leão Serva na Folha de S.Paulo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

João Dória deveria criar uma "Indústria da Multa" e dar descontos de imposto para quem cumpre as regras de trânsito


A proposta de SEM CARRO para a questão das multas de trânsito, que tanta gritaria provocaram na campanha eleitoral de São Paulo é a seguinte: o prefeito eleito João Dória deveria criar uma empresa de capital misto público-privado (PPP) e aumentar vertiginosamente o rigor da vigilância e a emissão de multas na cidade. Uma pesquisa mostra que a cada multa dada, outras 4 mil infrações escapam.

Se todas as infrações fossem multadas e todas as multas cobradas a cidade poderia isentar de pagamento de impostos todos os contribuintes que não receberem multa de trânsito a cada ano. Ou poderia revolucionar os serviços com o maior orçamento de sua história.

Leia mais sobre a proposta no artigo "Criar a indústria da multa para reduzir impostos", de Leão Serva em coluna na Folha de S.Paulo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Reduzir o preço da gasolina é uma péssima ideia dos governos do PT que a Petrobrás com Temer decidiu copiar



"Por duas vezes nas últimas semanas, a nova direção da Petrobras anunciou reduções do custo dos combustíveis nas refinarias, alegando que o preço para o consumidor final cairia (não é verdade: os postos não repassam a redução para o preço final). O resultado dessa medida é um impacto positivo na inflação e uma queda das receitas da empresa. Bom para o governo, péssimo para a Estatal, exatamente como ocorreu durante os 13 anos do governo petista."

"Com tudo somado, o efeito da redução de preços é ruim para o país: a Petrobras venderá mais gasolina no mercado interno (receberá reais para isso); vai ter menos combustível para exportar (receberá menos dólares); vamos ter mais poluição e talvez um uso ainda maior de carros particulares para o deslocamento dos brasileiros; o álcool, menos poluente, ficará mais caro, proporcionalmente, e deve vender menos, deixando de beneficiar o ar das grandes cidades. Se a Petrobras subisse o preço da gasolina, teria uma receita maior em reais e o consumo cairia, liberando mais gasolina para exportação (recebendo dólares por ela); o álcool ficaria mais competitivo, cresceria seu consumo, geraria mais empregos no campo e o ar das cidades ficaria melhor."

Estes são dois trechos do artigo "Reduzir o preço da gasolina é uma burrice intolerável", assinado por Leão Serva em coluna na Folha. Clique aqui para ler o texto integral.