quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Chega de assassinatos! Sociedade civil contra aumentar limites de velocidade


Diversas personalidades e entidades da sociedade civil, desde logo inúmeros médicos preocupados com saúde pública, assinam um manifesto chamado "Não corra, não mate, não morra", contra o aumento dos limites de velocidade na cidade de São Paulo. Contra o retrocesso proposto pelos principais candidatos de oposição ao prefeito Haddad.

A questão da mobilidade e principalmente da velocidade no trânsito foi partidarizada na eleição paulistana, como se houvesse esquerda e direita no trânsito. Não tem: as medidas de contenção de velocidade dos carros, de aumento de ciclovias e vias para transporte público foram adotadas em outras grandes cidades do mundo tanto por políticos de esquerda quanto de direita. Em Londres, era trabalhista radical o primeiro prefeito da cidade, Ken Livingstone (sim, Londres tem prefeito há pouco tempo, antes cada localidade tinha o seu e não havia um executivo metropolitano), que iniciou a redução de velocidade e implantou o pedágio urbano; seu sucessor Boris Johnson era conservador e radicalizou as medidas; em Nova York, Michael Bloomberg se elegeu pelo partido Republicano (depois deixou o partido e governou como independente)... Em todas as grandes cidades do mundo há medidas de redução de velocidade e fechamento de ruas para forças os motoristas a deixarem o carro em casa e para reduzir acidentes e mortes. Não se trata de posição política mas de interesse público.

Haddad não foi um bom prefeito em muitas das áreas da administração e por isso está mal avaliado (saúde é a maior preocupação do paulistano hoje e a Prefeitura piorou muito o atendimento). No entanto o prefeito foi bem na questão da mobilidade. E é exatamente ali que os adversários o atacam. Ou seja, a chance de andarmos para a frente em mobilidade e redução de acidentes é pequena. Vai depender de você, eleitor. É muito importante avisar  seu candidato que a cidade não vai aceitar uma mudança que provoque mais mortes.

Leia o manifesto em Catraca Livre.

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