quinta-feira, 31 de março de 2016

Dispensar o carro e adotar a bicicleta poderia poupar 24 trilhões de dólares às economias globais até 2050

Reprodução

Em novembro de 2015, o ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, em inglês), em parceria com a Davis University of California, publicou o estudo "A Global High Shift: Cycling Scenario", que destacou os impactos globais que resultariam se mais pessoas deixassem seus carros para se deslocarem de bicicleta.

Atualmente, cerca de 6% das pessoas, em média, utilizam a magrela como transporte no mundo. Quase 35% dos trajetos têm menos de 5km de distância, e outros 50% têm menos de 10 km, nos países estudados. Os pesquisadores avaliaram o que aconteceria se 23% de todos os deslocamentos no mundo fossem feitos em bicicletas, até 2050.

Com essa mudança e com a combinação certa de investimentos e políticas públicas, cerca de U$24 trilhões de dólares iriam ser economizados cumulativamente, entre 2015 e 2050, além de reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) em cerca de 11% ou aproximadamente 300 megatoneladas.

Algumas das razões são que haveria menos necessidade de construir vias expressas e que as pessoas gastariam menos para comprar veículos ou em estacionamentos.

"O estudo mostra o impacto profundo que o ciclismo pode ter nos países em desenvolvimento, como a Índia e a China, por exemplo, onde grande parte da infra-estrutura ainda está em vias de serem construídas", afirma Jacob Mason, co-autor do estudo e pesquisador da ITDP. "Construir a cidade para ser amigável aos ciclistas não só tem o potencial de deixar o ar mais limpo, como ainda pode poupar aos governos e pessoas uma quantidade substancial de dinheiro, que pode ser gasto em outros fins. Isso é política urbana inteligente", disse.

Veja o estudo completo aqui.

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