terça-feira, 24 de novembro de 2015

"F#%@#-se os carros"


"Um carro com tudo certo, se comportando conforme as melhores regras e respeitando os direitos dos outros, emite uma quantidade enorme de poluentes, é uma forma completamente irracional de mobilidade (o motor tem que movimentar uma ou duas toneladas para levar uma pessoa, em média, de 80 kg). 
(...)
"Eliminar incentivos diretos e indiretos às indústrias automobilísticas. Acabar com o financiamento para carros e motos e usar esse dinheiro para ampliar o transporte público.
(...)
“Fodam-se os carros” deve ser o lema da administração pública, não com todas as letras para não ser grosseiro. Mas o sentido tem que ser esse."
CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DO ARTIGO DE LEÃO SERVA NO SITE "OUTRA CIDADE".

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Fuja do congestionamento. Ou aguente um trânsito infernal



São Paulo teve hoje uma manhã com grande congestionamento na Marginal Pinheiros. Foi a recepção dos Deuses do Trânsito para a volta do feriado. Uma carreta tombou na região da Cidade Universitária e tudo parou, espalhando carros até para o Alto da Lapa.

Quem foi de transporte público se deu bem: os trens andavam enquanto os carros estavam parados.

A carreta só agravou um dia que já deveria ser péssimo por causa da chuva. Se você olhar o gráfico da CET, verá que a curva do dia de hoje esteve quase sempre acima das maiores médias. É como deve ser o pico do final do dia, que está começando agora, 17h de segunda-feira.

Quem puder, melhor ficar no escritório até mais tarde; quem não puder, use o app SP SEM CARRO para calcular modos alternativos de locomoção. Ou quem não quiser nem uma coisa nem outra, vai à luta. Mas não vai ser mole.

Economista oferece planilha para calcular economias de quem não anda de carro

Entrevistado pela Folha, Lucas Michelan fez as contas e escolheu o táxi 


Os números não mentem: mais uma vez o professor Samy Dana (FGV), colunista da Folha de S.Paulo, oferece uma ferramenta online para comparação dos custos de deslocamento com carro e com outros modos. Está no site do jornal. Nesta nova versão, publicada em reportagem nesta segunda, 23/11, além do táxi ele acrescentou Uber X e Uber Black e Zazcar (aluguel por período curto). O que se vê é que a pessoa que usa o carro por uma distância diária abaixo ou dentro da média do paulistano (em torno de 20km) economiza se vender o carro. Para quem percorre diariamente o dobro dessa média (40km/dia), o carro próprio é mais barato do que esses carros compartilhados. Agora, o transporte público segue imbatível para qualquer distância. Confira: complete a planilha com seus números e veja.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

"Síndrome da véspera do feriadão" maltrata a cidade

Quem circulou pelas ruas esta manhã deve ter notado um trânsito maior do que o normal, que ontem com certeza. É a "síndrome da véspera do feriadão", o congestionamento que marca todos os dias antes de um fim-de-semana prolongado, uma tradição paulistana, um inferno que antecipa um paraíso: para os que viajam, porque provavelmente vão chegar em algum momento ao prazer de seu destino; e aos que ficam, porque a ausência daqueles deixa a cidade muito mais tranquila.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Veja entrevista de Leão Serva sobre o app SEM CARRO ao programa "Trânsito Seguro"

Leão Serva e o entrevistador Alessandro Ferro no programa "Trânsito Seguro"

O jornalista Leão Serva foi entrevistado sobre o app SEM CARRO no programa "Trânsito Seguro", apresentado pelo jornalista Alessandro Ferro. Clique aqui para ver.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Leia nota de Veja SP sobre o SP SEM CARRO



Essa é a nota publicada pela "Veja São Paulo" em sua edição de 11 de novembro sobre o aplicativo SP SEM CARRO. A nota descreve o app como um "Waze dos pedestres". A nota publicada na coluna "Mistérios da Cidade" está na página 27 da edição impressa. Ou clique aqui
para ler a versão digital.


Praças Impossíveis

O criador das Praças Impossíveis levou a ideia para passear no Minhocão (Foto: Bell Kranz)

Praças Impossíveis é um projeto criado pelo escritório BijaRi para criar ambientes agradáveis em lugares nem tanto. A ideia é singela, baseada em uma estrutura simples, bicicleta com bancos (parece um riquixá), vasinhos e guarda-sol.

Para exemplificar um lugar inóspito, seu criador, o arquiteto Geandre Tomazoni (na foto, sentado), levou três pracinhas impossíveis para passear no Parque Minhocão, no último domingo. As três juntas até que formam um ambiente bem suave.

---------------------------------
DICA: Praças Impossíveis. Contato: BijaRi: www.bijari.com.br. Rua Padre João Gonçalves, 81, V. Madalena, CEP 05432-040.

  

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Brasília vai regulamentar o Uber

Carros pretos do Uber apreendidos recentemente. Em Brasília, o governo vai regulamentar.


Para regulamentar os serviços de transporte individual privado oferecidos por meio de aplicativos online, o governo de Brasília enviará, na segunda-feira (16), um projeto de lei à Câmara Legislativa. Obrigação de cadastro dos condutores e das empresas, padrão para os veículos, inscrição de pessoa jurídica no Distrito Federal e emissão de nota fiscal eletrônica são algumas das regras propostas. O texto é resultado do trabalho de uma comissão formada por sete órgãos do governo, que começou a estudar o tema em agosto, ouvindo as partes interessadas e a sociedade em geral.

O projeto considera que esse tipo de atividade — denominada no texto Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros Baseado em Tecnologia de Comunicação em Rede — é aquela executada por pessoa física que tenha automóvel próprio e esteja cadastrada em empresas que usam aplicativos on-line para marcar as viagens dos passageiros. A única forma de pagamento aceita será o cartão de crédito informado no aplicativo. O valor final pela locomoção poderá ser definido antes ou após a prestação do serviço, e as tarifas serão estipuladas pelas próprias empresas. O valor da tributação será definido em regulamentação posterior.

O governador Rodrigo Rollemberg destaca que os tributos são um dos itens que diferenciarão o serviço privado a ser regulamentado daquele prestado pelos táxis, que é público. "Os taxistas são isentos totalmente do ISS, do IPVA e de parte do ICMS. Os serviços privados que usam aplicativo, como o Uber, não [terão esses benefícios]." Além disso, há regras claras, diz o governador. O transporte privado de passageiro individual por aplicativo não poderá, por exemplo, atender a chamados em via pública.

Interesse da população
Para atuar, os prestadores do serviço vão precisar do Certificado Anual de Autorização. O documento será expedido pela Secretaria de Mobilidade, após pagamento de taxa e cumprimento de requisitos, como ter carro próprio (mesmo que em situação de financiamento ou arrendamento mercantil não comercial) e carteira de habilitação compatível com o tipo de veículo e com o exercício de atividade remunerada, além de apresentar nada-consta. O condutor não pode ser servidor público e terá de fixar identificação com foto no interior do veículo.

As empresas também precisarão de autorização e terão de pagar taxa anual. Para ter a licença, será necessário ser pessoa jurídica especificamente para a finalidade de transporte individual privado, ter matriz ou filial no Distrito Federal e comprovar regularidade na Junta Comercial, entre outros requisitos. Cumpridas as exigências, a Secretaria de Mobilidade terá 30 dias para emitir o documento.

O interesse da população, que se mostrou favorável ao serviço privado de passageiro individual, foi um dos fatores que influenciaram a proposta de regulamentação. "Quando uma nova tecnologia se apresenta e traz comodidade e conforto para o cidadão, os interesses público e do consumidor devem prevalecer", explica o governador, que destaca ainda a possibilidade de arrecadação para a cidade com a exigência de cadastro jurídico no DF e de emissão de nota fiscal.

"Uma atividade como essa tem de ser regulamentada e formalizada para que as empresas paguem impostos e cumpram regras. Não tem sentido a prestação de um serviço privado sem que haja contrapartida por meio do pagamento de impostos", reforça.

Se a proposta do Executivo for aprovada, haverá regras em relação aos veículos cadastrados. Eles terão de ser licenciados no DF e seguir um padrão: distância entre-eixos mínima de 2,65 metros, quatro portas, bancos de couro e ar-condicionado. Os automóveis movidos a gasolina ou a álcool não podem ter mais do que cinco anos de uso. O tempo aumenta para oito anos para os veículos adaptados a pessoas com deficiência, híbridos, elétricos ou que utilizam combustível renovável.

Uso de identificação externa do veículo, em formato a ser definido por portaria, será obrigatório. Os prestadores também serão responsáveis por adquirir seguro de acidentes pessoais com cobertura mínima de R$ 50 mil por passageiro, de acordo com a capacidade do veículo.

Regras e punição
Nas normas que os condutores terão de seguir, se destaca a proibição de atender a chamados diretamente em via pública. Eles não poderão usar pontos e vagas de táxi nem parar em lugares movimentados com a finalidade de captar passageiros. Além de emitir notas fiscais eletrônicas ao fim da viagem, as empresas ficarão obrigadas a fornecer informações de seus prestadores de serviço ao poder público por acesso remoto, a guardar sigilo quanto às informações pessoais dos passageiros e a impedir a atuação de condutores ou o uso de veículos sem cadastros.

Quem desrespeitar as normas poderá ser advertido, multado, suspenso ou até ter a autorização cassada. Para prestadores, a multa será de R$ 200 a R$ 2 mil por infração. Para as empresas operadoras, os valores estipulados por infração variam de R$ 50 mil a R$ 5 milhões.

Em caso de suspensão, a penalidade máxima será de 60 dias e pode ser aplicada tanto para o prestador quanto para a operação da empresa. A cassação da autorização também valerá para ambos. A forma como as infrações serão apuradas ainda depende de regulamento.

Histórico
Em agosto, o governador Rodrigo Rollemberg vetou o Projeto de Lei nº 282, de 2015, de autoria do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN), que proibia a atuação de empresas de aplicativos como o Uber no Distrito Federal. Na ocasião, ele criou, pelo Decreto nº 36.659, a Comissão Interinstitucional para Modernização do Serviço de Transporte Individual Remunerado de Passageiros. O grupo, coordenado pela Casa Civil e com representantes do Departamento de Trânsito (Detran), da Procuradoria-Geral do DF, da Polícia Militar do DF e das Secretarias de Mobilidade, de Fazenda, da Segurança Pública e da Paz Social, apresentou relatório que embasou o projeto de lei.

O mesmo tema está em análise no Senado, no Projeto de Lei nº 530, de 2015, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Como a lei federal se sobrepõe às leis estaduais e distritais, o governo local terá de se adequar, se houver choque entre as proposições com uma possível legislação nacional. Por ora, contudo, Brasília se adiantará ao ser a primeira unidade da Federação a enviar proposta de regulamentação desse tipo de serviço.

Obedecendo ao Código Brasileiro de Trânsito, os carros do Uber continuam proibidos de prestar o serviço enquanto não houver regulamentação, uma vez que fazer transporte remunerado sem licença é infração. A autuação dos motoristas cabe ao Detran e à Polícia Militar.


Fonte: Agência de Notícias do Governo de Brasília 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

São Paulo não presta atenção à coisa mais importante para a vida da cidade: os ônibus



Não há serviço público mais importante para a cidade de São Paulo do que os transportes públicos, especialmente os ônibus municipais, que levam e trazem diariamente 6 milhões de paulistanos. A Prefeitura abriu o processo de concorrência que vai mudar muita coisa, melhorando o desempenho dos corredores, a qualidade dos veículos, a distribuição das linhas. Ao mesmo tempo, várias questões do novo projeto levantam críticas de especialistas. Mas a sociedade assiste a tudo meio alienada, como se fosse em uma cidade distante.

Trata-se da "maior licitação do planeta", segundo disse o prefeito Fernando Haddad em recente entrevista à rádio CBN. Vai contratar empresas por 20 anos para administrar cerca de 13 mil veículos (hoje são quase 15 mil), a um custo estimado de R$ 140 bilhões, que deve aumentar ao longo dos anos. Dos seis milhões de paulistanos que se movem de coletivos, metade pega dois ônibus, o que resulta em 9 milhões de viagens de ida e outras tantas de volta ao fim do dia. É mais do que Metrô e CPTM juntas.

Para ter uma ideia do volume, toda a educação municipal abriga pouco mais de um milhão de crianças (somando pais e mães é metade do número de usuários de ônibus). A saúde municipal atende 4 milhões de pessoas, menos do que os usuários dos transportes públicos (e elas não vão todo dia duas vezes ao médico...).

Nenhum serviço público é tão importante quanto esse. Merecia mais atenção da cidade. No artigo  "Ônibus: agora é que são eles!" publicado na segunda, 9, na Folha, listo seis pontos problemáticos da licitação. Dá uma olhada.

sábado, 7 de novembro de 2015

"Vejinha" destaca o app SP SEM CARRO: "Waze dos pedestres"



A revista "Veja São Paulo" destaca em sua edição de 11 de novembro o aplicativo SP SEM CARRO, que a nota descreve como um "Waze dos pedestres". A nota publicada na coluna "Mistérios da Cidade" está na página 27 da edição impressa. Ou clique aqui
para ler a versão digital.