quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Pedalar por São Paulo é um grande prazer, e só às vezes meio tenso

 Montezuma (esq) e Guth na estação do Bike Sampa do Paissandu

Na terça, 27, um dia antes do lançamento do app SP SEM CARRO, acompanhei um dia de pedaladas do urbanista colombiano Ricardo Montezuma, nosso conferencista convidado, ciceroneado pelo cicloativista (ciclomaníaco também) Daniel Guth, do grupo Ciclocidade.

Seguimos Daniel nos levou do Teatro Municipal (Montezuma tinha sido recebido pelo secretário Jilmar Tatto e a equipe responsável pela implantação de ciclovias) ao Paissandu, de lá pela São João até a ciclovia sob o Minhocão, a ciclovia mais polêmica. Ali, RM considerou de fato que o espaço para os ciclistas ao lado das colunas da via elevada é muito apertado caso haja um pedestre passando. Também falta um espelho para que o ciclista veja se vai haver alguém ou alguma coisa do outro lado da parede da coluna. Mas considerou que a coisa não é grave a ponto de impedir a ciclovia.

Fomos até a esquina com a av. Angélica, que subimos (sem ciclovia) até a Sergipe. Viramos a esquerda e subimos a Mato Grosso até a Coronel José Eusébio (lindeira ao cemitério), onde viramos em direção à Consolação. Pegamos o trecho final antes da Paulista e fomos ver o bicicletário da Praça dos Arcos (Paulista com Minas Gerais).

De lá fomos pela Paulista, a ciclovia mais simbólica de toda a cidade. Depois descemos a Haddock Lobo (sem ciclovia) até a Estados Unidos, viramos na Atlântica, seguimos, Brasil à direita, Gabriel Monteiro da Silva a esquerda até a Faria Lima, pegamos a ciclovia, uma das mais bonitas da cidade.

E por ela fomos até a Praça Panamericana. Montezuma ficou encantado com o número de ciclistas pedalando e o percentual maior de mulheres (notou que supera o resto da cidade). De lá fomos para a oficina onde Tom Cox faz bikes artesanais lindíssimas (Bornia & Cox) com seu sócio.
Tom Cox em sua oficina, onde faz bikes artesanais

De lá fomos para o ciclodebate no espaço Contraponto, um delicioso ponto de encontro e intercâmbio cultural, perto do Beco do Batman, na Vila Madalena.

E terminamos nosso périplo pedalando até a estação Fradique Coutinho do Metrô, depois das 22h, para voltar para a avenida Paulista.

Só um problema de agressividade: o segurança que escoltava um BMW tipo 5 ficou irritado porque a bicicleta de Daniel Guth ocupava o espaço inteiro de um carro na Gabriel Monteiro da Silva e deu uma porrada na porta de seu carro, para assustar o ciclista. Estava totalmente errado (o ciclista deve exatamente ocupar o espaço de um carro inteiro) e deseducado. Mas considerando que foram horas pedalando, foi uma prova de que a tensão é exceção.
Montezuma fala com os cicloativistas no espaço Contraponto na Vila Madalena


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