terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Leia o artigo "O último Natal tranquilo de João Dória"



O prefeito Fernando Haddad e seu sucessor João Dória logo após a eleição (Foto: FolhaPress)


"São Paulo é uma máquina de triturar prefeitos. Desde o início das eleições diretas, foram exceção os gestores premiados com a vitória ao final de um mandato: Kassab foi reeleito em 2008; Maluf fez sucessor em 1996. Todos os outros perderam. São tantos grandes os desafios que a percepção de sucesso é muito improvável. Por isso, neste último Natal paisano, o prefeito eleito João Dória deve pedir ao Papai Noel um tranquilo 2021 (ele diz não ser candidato a reeleição). Até lá, vai ser pauleira.

"A principal característica da cidade, que Dória logo terá que aprender, é que a administração pública é o oposto da empresa privada: a Prefeitura não pode ter “foco”, como as companhias particulares. Uma estratégia concentrada em uma ou duas áreas deixa todos os outros problemas, frequentemente dramáticos, sem prioridade, com expectativas frustradas.

"Foi o que anulou a administração Fernando Haddad: seus sucessos na área de mobilidade não compensaram os fracassos nas demais: saúde, limpeza urbana, habitação popular, moradores de rua etc.


"Para atender a expectativa da maioria da população, que o consagrou em primeiro turno, o novo prefeito terá que espalhar cuidados por várias áreas ao mesmo tempo, apesar da crise econômica. Não vai ser mole."

Leia a íntegra da coluna na Folha de S.Paulo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Associação de Ciclistas vai avaliar todos os projetos sobre Mobilidade da Câmara Municipal de SP

Vereador Police Neto e Daniel Guth (foto) assinam o termo, com outras autoridades e membros da sociedade civil presentes - (Foto Divulgação)

A Ciclocidade assinou um termo de cooperação com a Comissão de Trânsito e Transporte da Câmara Municipal para que a associação civil apresente avaliações sobre todos os projetos em tramitação no Legislativo que tenham relação com Mobilidade. A medida vai dar à entidade da sociedade civil uma forma direta de manifestação sobre projetos sobre sua área estratégica de interesse. Leia a íntegra do comunicado da Ciclocidade sobre o assunto:

"A  Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo apresentará parecer técnico de todos os projetos de lei da Câmara de Vereadores de São Paulo que tiverem relação com mobilidade urbana. O termo de cooperação entre a entidade e a Comissão Permanente de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia foi assinado na quarta-feira (14 de dezembro). Ele prevê a análise da Ciclocidade sobretudo dos projetos que tiverem os termos bicicleta, ciclomobilidade, mobilidade urbana, mobilidade ativa, bicicletário, paraciclo, ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e cicloturismo.

"O objetivo é qualificar a abordagem de projetos legislativos, segundo o vereador José Police Neto (PSD), presidente da comissão. Durante a assinatura, ele explicou que a análise dos projetos passará a levar em consideração o conhecimento produzido pela sociedade, e não apenas as conclusões das comissões técnicas formadas pelos vereadores.

"O diretor-geral da Ciclocidade, Daniel Guth, avaliou a assinatura do termo como uma grande vitória. “Com isso, queremos solucionar três questões fundamentais para a democracia participativa: ter acesso às informações públicas; dialogar, opinar e, quem sabe, influenciar diretamente nas decisões sobre os projetos de lei; e consolidar uma agenda perene de fiscalização e acompanhamento do poder legislativo.

"Marina Harkot, da Ciclocidade, pediu aos vereadores que se engajem para tornar lei o Plano de Mobilidade de São Paulo (PlanMob). O instrumento, elaborado pela prefeitura com a participação da sociedade civil, é a base para o planejamento e a gestão dos meios e da infraestrutura de transporte de bens e pessoas em São Paulo para os próximos 15 anos. Para Marina, atualmente ele é um instrumento muito frágil, pois foi instituído como decreto. Todos os presentes foram convidados a assinar o termo e a ajudar para que seja colocado em prática."

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prefeitura inaugura ciclovia no Parque Novo Mundo, zona Norte de SP



 



A Prefeitura anunciou que na terça, 23/11, entregou mais dois trechos de ciclovia na cidade, desta vez na Zona Norte, no Parque Novo Mundo. São os trechos desenhados nos mapas acima.

Veja a íntegra do comunicado:

"A partir da ativação de dois novos trechos de ciclovia, nesta terça-feira (23), a cidade passa a contar com 482,8 km de vias destinadas aos ciclistas. As ciclovias estão localizadas na Rua Koshun Takara e Alameda Segundo-Sargento Ananias Holanda de Oliveira, na Zona Norte.
Do total da infraestrutura cicloviária existente na cidade, a atual gestão inaugurou 384,5 km desde junho de 2014. Antes, São Paulo possuía 68 km de ciclovias e 30,3 km de ciclorrotas.
Novos trajetos
·         Ciclovia da Rua Koshun Takara, com 900 metros de extensão, entre as Avenidas Afonso Lopes Vieira e Maria Antonia Martins. O percurso é unidirecional, à esquerda do leito viário, possibilitando a conexão com a ciclovia da Avenida Afonso Lopes Vieira.
·       Ciclovia da Alameda Segundo-Sargento Ananias Holanda de Oliveira, com 300 metros de extensão, entre a Praça Novo Mundo e Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira. O percurso é bidirecional, ao lado da calçada, possibilitando a extensão da ciclovia Parque Novo Mundo I."

O telefone da CET é 1188.







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Congelar a tarifa de ônibus é o melhor benefício social que um governo pode oferecer




Linha de ônibus entre Parque D.Pedro e Cidade Tiradentes, tema de reportagem da Folha no domingo


Reduzir ou pelo menos congelar a tarifa dos transportes públicos é a medida de maior impacto social que um governo pode tomar, a de maior alcance e de impacto mais rápido. É o que explica o artigo "Congela o ônibus, Doria!", publicado na coluna de ontem na Folha.

O texto comenta a promessa do prefeito eleito Dória de manter o ônibus congelado no ano que vem, que provocou reação negativa ao menos na imprensa.



domingo, 20 de novembro de 2016

O carro autônomo é como um dinossauro elétrico: tem todos os defeitos do bicho extinto mas pinta de modernoso


Carros elétricos testados em Curitiba. Foto: www.fotospublicas.com.br

LEÃO SERVA

O Salão do Automóvel, em São Paulo, apresenta vários carros elétricos ou híbridos. Há também os que estão preparados para serem dirigidos por controle remoto ou por computação, carros autônomos. É uma tentativa da indústria automobilística sobreviver à decadência do automóvel como solução de mobilidade. Jogando na confusão entre os problemas provocados pelo carro (como se a poluição fosse o único ou preponderante), as fábricas de carros tentam convencer o mundo de que se os motores forem elétricos "tudo bem".

Não é tudo bem. O automóvel guiado por controle remoto busca renovar a imagem do produto dominante da economia do século 20 que vive acelerada decadência no século 21. Em todo o planeta, a imagem dos autos passou a ser associada a poluição, tortura, estresse, congestionamento e lentidão. O carro é o cigarro do século 21, como diz o urbanista brasileiro Jaime Lerner, mesmo quando não polui.

Não é para menos, todas as grandes metrópoles têm mais carros registrados do que cabe em suas ruas. São Paulo é um exemplo perfeito: com mais de sete milhões de carros emplacados mas só cerca de três milhões circulando diariamente, quando um percentual maior de gente tira seu veículo particular da garagem, a cidade para. Por isso, a velocidade do deslocamento no trânsito das grandes cidades é pouco maior que o do pedestre, semelhante ao da charrete e menor do que o de bicicleta, todas tecnologias antigas.

E aí reside a mentira de quem tenta vender como solução a nova geração de carros que vem por aí: mesmo que todos os atuais fossem trocados por automóveis elétricos e autônomos, o congestionamento seguiria igual. Simplesmente não há espaço para eles.

O carro é como o dinossauro: precisa ser extinto para dar lugar à dominação de uma nova espécie. Mesmo que o filme "Parque dos Dinossauros" se tornasse realidade, os brontossauros não sobreviveriam no mundo de hoje. Nem se daria bem um Tiranossauro Elétrico. O destino do carro como o dos sauros é a extinção.





sábado, 19 de novembro de 2016

Comprar um carro é o pior investimento do mundo! Veja por que



"O uso do automóvel para deslocamentos nas grandes cidades é uma burrada imune aos alertas, como o cigarro, que resistiu até o fim do século 20 às evidências de que causa câncer. A propaganda de carros continua oferecendo virilidade e glamour, enquanto entrega congestionamento, estresse, doenças e aquecimento global.

"É por isso mesmo surpreendente ver que segue constante o percentual das pessoas que dizem reduzir de alguma forma o uso do carro. Desde a pioneira pesquisa feita pelo sociólogo Antônio Lavareda para o guia “Como Viver em São Paulo Sem Carro” (2012) até o levantamento divulgado pelo Ibope na semana passada, os números estão constantes em torno de 50%. Ou seja: metade dos moradores da maior cidade do Brasil buscam jeitos de usar menos o automóvel.

"Há muitas razões para isso. Se uma pessoa pensar direito não usará carro próprio para se locomover. Em primeiro lugar, tem a irracionalidade do próprio hardware: ele gasta cerca de 95% do combustível para levar a si mesmo. Faça a conta: um veículo médio pesa cerca de 1,5 mil quilos. E o motorista, 75kg (5%). E os carros levam geralmente só uma pessoa. Quer coisa mais irracional?


"A loucura é ainda maior se pensarmos no uso que fazemos do automóvel. Os usuários em São Paulo andam em média 20km por dia, em viagens de duas horas (os números não são muito diferentes em outras grandes cidades). As demais 22 horas do dia, o carro dorme (92% do tempo). Calcule se o preço de compra fosse investido: você admitiria que seu banco pagasse juros apenas por duas horas do dia? É por isso que uma empresa financeira norte-americana, Morgan Stanley, chamou o carro de “o ativo mais mal utilizado do planeta”.

Leia a íntegra deste texto no artigo Carro, o pior investimento do mundo publicado na coluna de Leão Serva na Folha de S.Paulo.